Cenário Econômico: 2017

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Cenário Econômico – Junho de 2017

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA

Conforme divulgação do IBGE, em meados de junho, o segundo trimestre começou para a economia brasileira, com uma expansão de 0,28% em abril, frente a março. Em relação a um ano antes, no entanto, houve um recuo de 1,75%. Nesse mês, as vendas no varejo surpreenderam, sendo que a alta de 1% foi a maior para um mês de abril em nove anos e o setor de serviços, também com crescimento de 1% foi outro destaque.

Ainda de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no país se situou em 13,3% no trimestre encerrado em maio, sendo que um ano antes era de 11,2%. O número de desempregados foi de 13,8 milhões de pessoas.

SETOR PÚBLICO

Conforme informou o Banco Central, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 30,7 bilhões em maio. Foi o pior resultado para um mês de maio de toda série histórica e foi agravado pela antecipação do pagamento de precatórios. No ano o déficit primário acumulou R$ 15,6 bilhões e em doze meses R$ 157,7 bilhões (2,47% do PIB).

As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 430,9 bilhões (6,75% do PIB) e o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 588,6 bilhões (9,22% do PIB), também em doze meses.

A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou em janeiro R$ 4,63 trilhões (72,5% do PIB).

INFLAÇÃO

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), recuou de maio para junho de 0,31% para -0,23%. Foi a primeira deflação desde junho de 2006.

Em doze meses, a alta acumulada foi de 3% e no ano de 1,18%. O maior recuo de preços foi no grupo habitação por conta da energia elétrica e dos combustíveis.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), caiu 0,30% em junho passando a acumular uma alta de 1,12% no ano e de 2,56% em doze meses.

JUROS

A ata da última reunião do Copom, divulgada no início de junho reiterou o aumento das incertezas com a crise política, mas não afastou a possibilidade da manutenção do corte da taxa em 1% na próxima reunião, no final de julho. Com a deflação de junho, uma queda maior da taxa Selic voltou para o radar do mercado.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de junho cotada em R$ 3,3082, com uma valorização de 1,99% no mês.

Em maio, as transações correntes, apresentaram superávit de US$ 2,9 bilhões, acumulando em doze meses saldo negativo de US$ 18,1 bilhões.

Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 2,9 bilhões no mês, as reservas internacionais terminaram junho em US$ 377,7 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 314,3 bilhões.

A Balança Comercial, por sua vez, teve em junho de 2017 um superávit de US$ 7,19 bilhões, o maior superávit para o mês desde 1989 e acumula no ano um saldo de US$ 36,22 bilhões, recorde para o período.

RENDA FIXA

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês de maio acabou sendo o do IRF-M 1+, com alta de 1,51%, seguido do IRF-M Total, com 1,35% e do IRF-M 1, com 0,89%. Em doze meses, o melhor desempenho foi o do IRF-M 1+ com alta de 18,04%, seguido do IDkA 20 (IPCA), com alta de 17,04% e do IRF-M Total com alta de 16,68%.

RENDA VARIÁVEL

Para o Ibovespa, a alta no mês foi de 0,30% e agora acumula no ano uma alta de 4,44% e de 20,42% em doze meses.

PERSPECTIVAS

MERCADO INTERNACIONAL

As atenções no mercado internacional em julho se voltam para a reunião do FOMC, no próximo dia 26, em um momento em que o colegiado está dividido sobre o rumo da inflação e em que deve avançar com a discussão sobre a redução gradual do balanço da entidade a se iniciar nos próximos meses.

MERCADO NACIONAL

No mercado local, as atenções em julho estarão voltadas para a próxima reunião do Copom, também no próximo dia 27, em que uma nova redução da taxa Selic deverá ocorrer. A dúvida repousa na intensidade da redução na medida em que por um lado a deflação de junho reascende a expectativa de uma redução de pelo menos 1%, mas por outro o prolongamento da crise política mantém a incerteza da permanência do governo e da aprovação das reformas. Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total). Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira. Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais. Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

 

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Cenário Econômico – Maio de 2017

 

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA

De acordo com o IBGE, depois de dois anos de queda, o PIB do Brasil voltou a crescer no primeiro trimestre do ano, em relação ao último de 2016. A alta foi de 1%, favorecida pelo avanço de 13,4% do setor agropecuário, de 0,9% do industrial e pela estabilidade do setor de serviços.

Ainda de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no país se situou em 13,6% no trimestre encerrado em abril, sendo que um ano antes era de 11,2%. O número de desempregados chegou a 14 milhões de pessoas.

SETOR PÚBLICO

Conforme informou o Banco Central, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 12,9 bilhões em abril. No ano registrou-se um superávit de R$ 15,1 bilhões. Em doze meses o déficit acumulado alcançou R$ 145,1 bilhões (2,29% do PIB).

As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 437,1 bilhões (6,89% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 582,2 bilhões (9,18% do PIB), também em doze meses.

A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou em janeiro R$ 4,55 trilhões (71,7% do PIB).

INFLAÇÃO

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de abril para maio de 0,14% para 0,31%. No entanto, foi a menor taxa para o mês desde 2007.

Em doze meses, a alta acumulada foi de 3,60% e no ano de 1,42%. A maior alta de preços foi no grupo habitação por conta da energia elétrica. Mas em junho, retorna a bandeira verde.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), subiu 0,36% em maio, após a elevação de 0,08% em abril. Em doze meses a alta foi de 3,35% e no ano de 1,43%. 3 de 5

JUROS

Em meio à crise, mas conforme o mercado financeiro esperava, o Copom decidiu de forma unânime reduzir a taxa Selic de 11,25% para 10,25% aa, na sua reunião no último dia de maio. No comunicado após o encontro, o BC se mostrou cauteloso com as incertezas políticas e indicou que pode reduzir de forma menos intensa a taxa na sua reunião de julho.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de maio cotada em R$ 3,2437, com uma valorização de 1,42% no mês.

Em abril, as transações correntes, apresentaram superávit de US$ 1,2 bilhão, acumulando em doze meses saldo negativo de US$ 19,8 bilhões.

Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 5,6 bilhões no mês, as reservas internacionais terminaram fevereiro em US$ 376,3 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 319,7 bilhões.

A Balança Comercial, por sua vez, teve em maio de 2017 um superávit de US$ 7,66 bilhões, o maior superávit para qualquer mês e acumula no ano um saldo de US$ 29,03 bilhões, também recorde para o período.

RENDA FIXA

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês de maio acabou sendo o do IRF-M 1, com alta de 0,91%, seguido do CDI, com 0,88% e do IDkA 2A (IPCA), com 0,45%. Em doze meses, o melhor desempenho foi o do IDkA 20A (IPCA) com 23,09%, seguido do IRF-M 1+ com alta de 19,18% e do IRF-M Total com alta de 17,45%. Destaque cabe para o investidor estrangeiro que em abril fez a maior compra de títulos do Tesouro Nacional desde novembro de 2015.

RENDA VARIÁVEL

Para o Ibovespa, a queda no mês foi de 4,12%, mas ainda acumula no ano uma alta de 4,12% e de 27,95% em doze meses. Destaque também para o investidor estrangeiro que em maio foi o responsável pela compra líquida de R$ 2,15 bilhões em ações no Brasil.

PERSPECTIVAS

MERCADO INTERNACIONAL

As atenções no mercado internacional em junho se voltam para a reunião do FOMC, no próximo dia 14. Enquanto a revisão do PIB apontou um crescimento maior do que o inicialmente estimado no primeiro trimestre, o Livro Bege do FED relatou um crescimento econômico entre moderado e lento na maioria das regiões dos EUA em maio. A confiança das empresas continuou a ser positiva, mas a incerteza com o governo Trump aumentou. Nesse contexto, não seria surpresa a manutenção da taxa básica de juros entre 0,75% e 1%. 4 de 5

 

MERCADO NACIONAL

Muito já foi dito sobre a crise política por que passamos e o grau de incerteza que reina por conta disso. Com os bons fundamentos macroeconômicos por enquanto em ritmo de melhora, a atenção do mercado financeiro se volta para o andamento das reformas, como a previdenciária, já aprovado nas comissões da Câmara e para a trabalhista, que ainda precisa ser votada no senado.

O comportamento relativamente calmo do mercado financeiro nos últimos dias reflete a percepção de que a agenda econômica do país segue em frente até com uma eventual mudança de governo. Mesmo que as reformas não passem da melhor forma, acreditamos na evolução positiva dos principais indicadores macroeconômicos, de forma a permitir a redução continuada das taxas de juros.

Seguimos com a nossa recomendação de uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total).

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) reduzimos a nossa recomendação de uma exposição de 20% para 10%. Os recursos deverão ser migrados para as aplicações em fundos DI, cuja alocação agora sugerida é de 15% (5% anteriormente). As aplicações no IRF-M 1, representado pelos vértices mais curtos da taxa pré-fixada, deverão igualmente migrar para as aplicações em fundos DI, mantendo-se apenas o estritamente necessário para evitar o desenquadramento aos limites da Resolução CMN nº 3.922/2010, que permite o percentual máximo de 30% em fundos enquadrados no Artigo 7º, Inciso IV. A estratégia ora recomendada mantém a perspectiva de retorno ao mesmo tempo em que reduz o risco total da carteira. Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais. Quanto à renda variável, continuamos a recomendar uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%), além das realizadas em ações (10%).

 

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Cenário Econômico – Abril de 2017

 ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA

De acordo com o Banco Central, o IBC-Br de fevereiro, divulgado em abril, surpreendeu e teve alta de 1,31% na comparação com o mês anterior. No entanto, no acumulado de doze meses a atividade econômica encolheu 0,73%. Já em março, a produção industrial voltou a ter alta, com o crescimento de 1,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando as expectativas indicavam uma queda de 1%. Por sua vez, a taxa de desemprego aumentou para 13,7% no trimestre encerrado em março, conforme a Pnad Contínua. O contingente de desempregados atingiu 14,2 milhões de pessoas. A renda média de R$ 2.110,00 ficou maior em 2,5% que a recebida no mesmo período de 2016.

SETOR PÚBLICO

Conforme informou o banco Central, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 11 bilhões em março. No ano registrou-se um superávit de R$ 2,2 bilhões. Em doze meses o déficit acumulado alcançou R$ 147,8 bilhões (2,34% do PIB). As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 432,2 bilhões (6,83% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 580 bilhões (9,17 % do PIB), também em doze meses. A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou em janeiro R$ 4,53 trilhões (71,6% do PIB).

INFLAÇÃO

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de março para abril de 0,25% para 0,14% e registrou a menor taxa para o mês desde 1994. Em doze meses, a alta acumulada foi de 4,08% e no ano de 1,10%. As maiores altas de preços foram no grupo alimentação. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), subiu 0,08% em abril, após a elevação de 0,32% em março. Em doze meses a alta foi de 3,99% e no ano de 1,06%.

JUROS

Conforme o mercado financeiro esperava, o Copom decidiu de forma unânime reduzir a taxa Selic de 12,25% para 11,25% aa, na sua reunião em abril. Esse foi o maior corte da taxa em quase 8 anos. Na ata depois divulgada, o colegiado deixou aberta a porta para a intensificação dos cortes dos juros nos próximos meses, com a inflação sob controle e a atividade econômica em recuperação. Entretanto, o andamento das reformas e os ajustes realizados são primordiais para garantir a queda da inflação e dos juros.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de março cotada em R$ 3,1984, com uma valorização de 0,95% no mês, mas com uma desvalorização de 7,31% em doze meses. Em março, as transações correntes, apresentaram superávit de US$ 1,94 bilhão, acumulando em doze meses saldo negativo de US$ 20,6 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 7,1 bilhões no mês, as reservas internacionais terminaram fevereiro em US$ 375,3 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 313,7 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em abril de 2017 um superávit de US$ 7,10 bilhões, o maior superávit para o mês e acumula no ano um saldo de US$ 21,38 bilhões, também recorde para o período. Já o fluxo cambial, que é o saldo de entrada e saída de moeda estrangeira do país, registrou em abril um superávit de US$ 9,7 bilhões, o maior resultado desde abril de 2015. Conforme o Bacen, a maior influência foi o resultado da Balança Comercial e da conta financeira que foi superavitária em US$ 2,3 bilhões.

RENDA FIXA

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês de fevereiro acabou sendo o do IDkA2 (IPCA), com alta de 0,92%, seguido do IRF-M 1, com alta de 0,87% e do CDI, com 0,79%. Em doze meses, o melhor desempenho foi o do IDkA 20A (IPCA) com 26,13%, seguido do IRF-M 1+ com alta de 19,19% e do IMA-B 5+ com alta de 18,67%.

RENDA VARIÁVEL

Para o Ibovespa, a alta no mês foi de 0,64% e acumula no ano uma alta de 8,59% e de 21,32% em doze meses.

PERSPECTIVAS – MERCADO INTERNACIONAL

Passada a eleição presidencial na França, as atenções se voltam agora para a próxima reunião do BCE em junho, quando o programa de estímulos monetários poderá ser abreviado, bem como para a reunião do FED também em junho, quando nova alta da taxa básica de juros poderá ocorrer em consequência do mercado de trabalho aquecido, mesmo que os salários não venham exercendo pressões inflacionárias até agora. Também o desenrolar do governo Trump, nos EUA, atrai a atenção dos mercados internacionais.

PERSPECTIVAS – MERCADO NACIONAL

Em um momento em que a economia do Brasil parece ter feito a curva para cima, segundo a diretora gerente do FMI, Christine Lagarde, torna-se crucial para o mercado financeiro a aprovação das reformas trabalhista e previdenciária, não só pelo efeito positivo que poderão representar para o mercado de trabalho e para as contas governamentais, como também pelo que irão representar no sentido do país retomar uma agenda positiva de crescimento e produtividade. Outro evento de importância será a reunião do Copom np próximo dia 31, em que nova redução dos juros é esperada.

 

Sob a ótica da alocação dos recursos dos RPPS, tendo-se em vista o médio e longo prazos, a nossa recomendação permanece em uma exposição de 50% nos vértices mais longos (dos quais 20% direcionados para o IMA-B 5+ e/ou IDKA 20A e 30% para o IMA-B Total), 20% para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) e 5% para o vértice mais curto, representado pelo IRF-M 1, e mesmo pelo DI, face a constituir uma reserva estratégica de liquidez e proteção das carteiras. Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo), em detrimento das alocações em vértices mais longos. A atual escassez de crédito para a produção e o consumo tem gerado prêmios de risco, que possibilitam uma remuneração que supera as metas atuariais. Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição de no máximo 25%, já incluídas as alocações em fundos multimercado (5%), em fundos de participações – FIP (5%) e em fundos imobiliários FII (5%).

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.

Cenário Econômico – Março de 2017

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA:

De acordo com o Banco Central, o IBC-Br de janeiro, divulgado no final de março, caiu 0,26% na comparação com o mês anterior. No acumulado de doze meses a atividade econômica encolheu 3,99%. Já em março, a confiança dos empresários da indústria, do comércio e do consumidor atingiram os maiores níveis desde 2014. Por sua vez, a taxa de desemprego chegou a 13,2% no trimestre encerrado em fevereiro, conforme a Pnad Contínua. O contingente de desempregados atingiu 13,5 milhões de pessoas. A renda média de R$ 2.068,00 ficou maior em 1,5% que a recebida no mesmo período de 2016. A boa notícia foi a criação de 35,6 mil novas vagas de trabalho em fevereiro, depois de 22 meses seguidos de resultados negativos, conforme o Caged.

SETOR PÚBLICO:

Conforme informou o banco Central, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 23,5 bilhões em fevereiro. No ano registrou-se um superávit de R$ 13,2 bilhões. Em doze meses o déficit acumulado alcançou R$ 147,4 bilhões (2,34% do PIB). As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 388,2 bilhões (6,16% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 535,6 bilhões (8,49% do PIB), também em doze meses. A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou em janeiro R$ 4,45 trilhões (70,5% do PIB).

INFLAÇÃO:

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de fevereiro para março, de 0,33% para 0,25% e registrou a menor taxa para o mês desde 2012 e para o trimestre a menor desde 1994, com o Plano Real. Em doze meses, a alta acumulada foi de 4,57% e no ano de 0,96%. As maiores altas de preços foram no grupo habitação, principalmente com a energia elétrica. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), subiu 0,32% em março, após a elevação de 0,24% em fevereiro. Em doze meses a alta foi de 4,57% e no ano de 0,98%.

JUROS:

Divulgada no final de março, a ata da última reunião do Copom ilustrou um cenário de inflação sob controle e fraca atividade econômica. Assim, sugeriu um ritmo mais forte de corte nos juros e redução na previsão de evolução do PIB.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO:

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de março cotada em R$ 3,1684, com uma valorização de 2,23% no mês, mas com uma desvalorização de 11,49% em doze meses. Em fevereiro, as transações correntes, apresentaram déficit de US$ 935 milhões, acumulando em doze meses saldo negativo de US$ 22,8 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 5,3 bilhões no mês, as reservas internacionais terminaram fevereiro em US$ 375,3 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 315,1 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em março de 2017 um superávit de US$ 7,10 bilhões, o maior superávit para o mês e acumula no ano um saldo de US$ 14,40 bilhões.

RENDA FIXA:

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês de fevereiro acabou sendo o do IRF-M1+, com alta de 1,63%, seguido do IDkA 2A (IPCA), com alta de 1,62% e do IRF-M Total, com 1,50%. Em doze meses, o melhor desempenho foi o do IDkA 20A (IPCA) com 40,12%, seguido do IMA-B 5+ com 25,27% e do IRF-M 1+ com alta de 23,70%.

RENDA VARIÁVEL:

Para o Ibovespa, a queda no mês foi de 2,52%, mas acumula no ano uma alta de 7,90% e de 28,52% em doze meses. Depois de registrar um ingresso líquido de R$ 6,24 bilhões em janeiro e de R$ 339 milhões em fevereiro, os investimentos estrangeiros em ações no Brasil tiveram uma redução de R$ 3,35 bilhões em março, por conta da natural realização de lucros. No entanto, até o dia 06 de abril o ingresso líquido desses investidores já alcança R$ 827 milhões.

PERSPECTIVAS - MERCADO INTERNACIONAL:

Com o FED indicando moderação na elevação dos juros nos EUA e com o BCE e o Banco do Japão ainda praticando taxas negativas, a demanda por títulos de renda fixa e ações dos países emergentes vão ganhando espaço com os investidores globais. Além da busca por uma maior rentabilidade, a melhora dos fundamentos nessas economias sustenta as escolhas. Embora os riscos embutidos sejam maiores, sob o efeito de conflitos geopolíticos ou diante da pouca clareza demonstrada pelo governo Trump em relação aos rumos da economia americana, a alta liquidez reinante no mercado alimenta a disposição de conviver com a maior volatilidade. Essa tendência deve ainda mais se firmar.

PERSPECTIVAS - MERCADO NACIONAL:

No mercado local, as expectativas estarão centradas, além da reforma da Previdência, em que o governo terá que flexibilizar as regras para a sua aprovação, na reunião do Copom no dia 12/04, na qual poderá ser imprimido um novo ritmo de corte da taxa Selic, desta feita de 1%. Fica também a expectativa do comunicado a ser divulgado após o encontro, quanto ao futuro do processo de flexibilização monetária.

 Cenário Econômico – Fevereiro de 2017

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA:

De acordo com o IBGE, o PIB do Brasil caiu 3,6% em 2016, depois de ter recuado 3,8% em 2015. Somente no quarto trimestre a queda foi de 0,9%. O setor agropecuário, com o recuo de 6,6% foi o que apresentou a maior baixa, seguido do industrial que caiu 3,8% e o de serviços, com queda de 2,7%. Por sua vez, a taxa de desemprego chegou a 12,6% no trimestre encerrado em janeiro, conforme a Pnad Contínua. O contingente de desempregados atingiu 12,9 milhões de pessoas. A renda média de R$ 2.056,00 ficou maior em 0,4% que a recebida no mesmo período de 2016.

SETOR PÚBLICO:

Conforme informou o banco Central, o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 36,7 bilhões em janeiro. Em doze meses o déficit acumulado alcançou R$ 147 bilhões (2,33% do PIB), ante déficit de R$ 155,8 bilhões (2,48% do PIB) em 2016. As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 387,2 bilhões (6,13% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 534,2 bilhões (8,46% do PIB), também em doze meses. A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou em janeiro R$ 4,39 trilhões (69,7% do PIB).

INFLAÇÃO:

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de janeiro para fevereiro, de 0,38% para 0,33% e registrou a menor taxa para o mês desde 2000. Em doze meses, a alta acumulada foi de 4,76% e no ano de 0,71%. As maiores altas de preços foram no grupo educação e as maiores quedas no grupo alimentação. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), subiu 0,24% em fevereiro, após a elevação de 0,42% em janeiro. Em doze meses a alta foi de 4,69% e no ano de 0,66%.

JUROS:

Em sua segunda reunião de 2017, o Copom, pela quarta vez seguida reduziu a taxa Selic, desta vez de 13% para 12,75% aa. Na ata do encontro, os membros do comitê sinalizaram que o ritmo de queda pode ser acelerado, o que seria uma antecipação do ciclo.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO:

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de fevereiro com o dólar cotado em R$ 3,0993, com uma desvalorização de 0,89% no mês e de 21,34% em doze meses. Em janeiro, as transações correntes, apresentaram déficit de US$ 5,1 bilhões, acumulando em doze meses saldo negativo de US$ 23,8 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 11,5 bilhões no mês, as reservas internacionais terminaram janeiro em US$ 374,9 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 316,7 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em fevereiro de 2017 um superávit de US$ 4,56 bilhões, o maior superávit para o mês e acumula no ano um saldo de US$ 7,28 bilhões.

RENDA FIXA:

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês de fevereiro acabou sendo o do IDkA 20A (IPCA), com alta de 9,07%, seguido do IMA-B 5+ com 5,06% e do IMA-B Total, com 3,85%. Em doze meses, o melhor desempenho foi o do IDkA 20A (IPCA) com 68,27%, seguido do IMA-B 5+ com 35,45% e do IRF-M 1+ com alta de 28,97%.

RENDA VARIÁVEL:

Para o Ibovespa, a alta no mês foi de 3,08%, no ano de 10,68% e o resultado acumulado em doze meses foi de um expressivo ganho de 59,14%. Além do forte fluxo de investimento estrangeiro, o desempenho das bolsas internacionais no mês acabou por também favorecer as ações locais.

PERSPECTIVAS MERCADO INTERNACIONAL:

Se por um lado os juros dos títulos americanos subiram com a expectativa de que o FED execute uma política monetária mais agressiva em 2017, por outro as bolsas também subiram com a expectativa gerada pela mudança tributária que o governo Trump pretende realizar, diminuindo a carga tributária tanto de empresas quanto de indivíduos. Num primeiro momento o principal fato a ser monitorado é a reunião do FED marcada para março, onde uma elevação da taxa é esperada, principalmente graças a robustez do mercado de trabalho e na sequência, o anuncio de medidas do novo governo norte-americano, que deverão vir.

MERCADO NACIONAL:

No mercado local, as expectativas estarão centradas no andamento das reformas propostas pelo governo e pelo eventual impacto que a Operação Lava Jato possa ter sobre ele. Também será importante observarmos os movimentos das autoridades monetárias americanas e os impactos que poderão exercer sobre a conduta da política monetária no Brasil.

 Cenário Econômico – Janeiro de 2017

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA:

De acordo com o Banco Central, o IBC-Br, considerado uma prévia da evolução do PIB subiu 0,20% em novembro, na comparação com outubro, mas em doze meses a queda foi de 4,96%. Em dezembro, a produção industrial também subiu, desta feita 2,3%, mas a queda em 2016 foi de 6,6% e em três anos de 16,9%. Por sua vez, a taxa de desemprego chegou a 12% no trimestre encerrado em dezembro, conforme a Pnad Contínua. O contingente de desempregados atingiu 12,3 milhões de pessoas. A renda média de R$ 2.043,00 ficou estável frente ao trimestre anterior. Em janeiro de 2017 entrou em vigor o novo salário mínimo de R$ 937,00, 6,48% superior ao do ano anterior.

SETOR PÚBLICO:

Conforme informou o banco Central, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 70,7 bilhões em dezembro. No ano de 2016, o déficit acumulado alcançou R$ 155,8 bilhões (2,47% do PIB), ante déficit de R$ 111,2 bilhões (1,85% do PIB) em 2015. As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 407 bilhões (6,46% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 562,8 bilhões (8,93% do PIB). A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou em dezembro R$ 4,37 trilhões (69,5% do PIB), reduzindo-se 1,0 p.p. em relação ao mês anterior.

INFLAÇÃO:

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de dezembro para janeiro, de 0,30% para 0,38%, mas ainda assim registrou a menor taxa para o mês de janeiro, desde 1994. Em doze meses, a alta acumulada foi de 5,35%, após fechar o ano de 2016 com alta de 6,29%. É a menor taxa em doze meses desde os 5,28% de setembro de 2012. Em janeiro, o aumento das tarifas dos ônibus urbanos foi o destaque na pressão de alta, além dos alimentos e dos combustíveis. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), subiu 0,42% em janeiro, após a elevação de 0,14% em dezembro e em doze meses fechou com alta de 5,44%.

JUROS:

Em sua primeira reunião de 2017, o Copom intensificou o seu ritmo de corte e reduziu a taxa Selic de 13,75% para 13% aa, depois da redução de 14% para 13,75% aa, na última reunião do ano anterior. Na ata do encontro, os membros do comitê concordaram que as evidências apontam um nível de atividade aquém do esperado nos últimos meses e que a inflação caminha para a meta, para justificar a decisão.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO:

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de janeiro com o dólar cotado em R$ 3,127, com uma desvalorização de 4,05% no mês, de 21,80% em doze meses. Em dezembro, as transações correntes, apresentaram déficit de US$ 5,9 bilhões, acumulando no ano de 2016 saldo negativo de US$ 23,5bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 15,4 bilhões, acumulando no ano, um saldo positivo de US$ 78,9bilhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 372,2 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 323,7bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em janeiro de 2017 um superávit de US$ 2,72 bilhões, o maior superávit para o mês em onze anos.

RENDA FIXA:

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês de janeiro acabou sendo o do IDkA 20A (IPCA), com alta de 3,46%, seguido do IRF-M 1+ com 2,66% e do IRF-M Total, com 2,28%. Em doze meses, o melhor desempenho foi o do IDkA 20A (IPCA) com 57,36%, seguido do IMA-B 5+ com 31,10% e do IRF-M 1+ com alta de 27,16%.

RENDA VARIÁVEL:

Para o Ibovespa, a alta no mês foi de 7,38% e o resultado acumulado em doze meses foi de um expressivo ganho de 59,41%. A entrada de capital externo na bolsa em janeiro, de R$ 6,24 bilhões foi a mais expressiva desde março do ano passado e colaborou significativamente para que o Ibovespa tivesse alcançado o seu maior patamar desde 2012.

PERSPECTIVAS - MERCADO INTERNACIONAL:

O início do governo Trump foi marcado pelo cumprimento de algumas promessas de campanha, como a retirada dos EUA do acordo comercial Transpacífico, a remodelagem do sistema de saúde criado no governo Obama, entre outras. O mercado agora segue atento e na expectativa de medidas, principalmente em relação às promessas de caráter econômico, como a redução de impostos e regulações, bem como o favorecimento da produção em território americano. Em relação à zona do euro, a atividade econômica iniciou 2017 com força e a retirada dos estímulos do banco central pode ocorrer antes do esperado.

PERSPECTIVAS - MERCADO NACIONAL:

No mercado local, além das expectativas com o novo governo norte-americano, as atenções estarão voltadas para a segunda reunião do Copom em 2017, no mês de fevereiro, depois da mudança do ritmo de corte na primeira reunião e do IPCA de janeiro ser o mais baixo para o mês desde 1994.

 Cenário Econômico – Dezembro de 2016

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA:

De acordo com o Banco Central, o IBC-Br, considerado uma prévia da evolução do PIB cedeu 0,48% em outubro, na comparação com setembro. Em doze meses a queda foi de 5,28%. Em 2016, o indicador não apresentou queda apenas nos meses de abril e junho. Por sua vez, a taxa de desemprego ficou em 11,9% no trimestre encerrado em novembro, conforme a Pnad Contínua. O contingente de desempregados atingiu 12,1 milhões de pessoas. A renda média de R$ 2.032,00 apresentou queda real de 0,44% frente ao ano anterior.

SETOR PÚBLICO:

Conforme informou o banco Central, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 39,1 bilhões em novembro. No ano, o déficit acumulado alcançou R$ 85,1 bilhões e em doze meses de R$ 156,8 bilhões (2,50% do PIB). As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 424,6 bilhões (6,78% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 581,4 bilhões (9,28% do PIB), também em doze meses. A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou R$ 4,42 trilhões (70,5% do PIB), elevando-se 1,0 p.p. em relação ao mês anterior.

INFLAÇÃO:

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acelerou na passagem de novembro para dezembro, de 0,18% para 0,30%, mas ainda assim registrou a menor taxa para o mês de dezembro desde 2008. No ano, a alta acumulada foi de 6,29%. Esse resultado foi melhor do que o estimado pelo governo, pelo Banco Central, pelo FMI e pelo mercado, além de ter ficado abaixo do teto da meta que é 6,50%. Em dezembro o grupo alimentação e bebidas foi o destaque na pressão de alta e a energia elétrica na pressão de baixa. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), subiu 0,14% em dezembro e fechou 2016 com um aumento de 6,58%, após ter avançado 11,28% no ano anterior.

JUROS:

Em sua última reunião em 2016 o Copom reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% aa. Na ata da reunião, divulgada logo no início de dezembro, o comitê indicou que o ritmo de cortes da taxa deve acelerar em janeiro e minimizou as preocupações com o exterior. Afirmou que é razoável esperar uma intensificação do processo de flexibilização monetária caso a atividade econômica não dê sinais claros de retomada, posto que nesse caso as projeções de inflação devem se reduzir.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO:

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de dezembro com o dólar cotado em R$ 3,2591, com uma desvalorização de 4,05% no mês, de 16,54% no ano. Em novembro, as transações correntes, apresentaram déficit de US$ 878 milhões, acumulando em doze meses, saldo negativo de US$ 20,3 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 8,8 bilhões, acumulando em doze meses, um saldo positivo de US$ 78,9 bilhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 372,8 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 333,8 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve no ano um superávit de US$ 47,7 bilhões, o maior superávit da história.

RENDA FIXA:

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês de dezembro acabou sendo o do IDkA 20A (IPCA), com alta de 7,15%, seguido do IMA-B 5+, com 3,71%, e do IMA-B Total, com 2,91%. No ano, o melhor desempenho acumulado até setembro foi do IDkA 20A (IPCA) com 53,19%, seguido do IMA-B 5+ com 31,04% e do IRF-M 1+ com alta de 29,64%.

RENDA VARIÁVEL:

Para o Ibovespa, a queda no mês foi de 2,71%, no entanto, o resultado acumulado no ano foi de um expressivo ganho de 38,93%.

PERSPECTIVAS - MERCADO INTERNACIONAL:

Para o mercado internacional o evento mais aguardado no início de 2017 é a posse de Donald Trump como presidente dos EUA. De início, independentemente das medidas que venha anunciar, a volatilidade deve aumentar nos mercados financeiros. Já entre as mediadas que poderão ser adotadas, que provocam expectativas positivas estão a desregulamentação de vários setores e o corte de impostos e do lado negativo possíveis rupturas também com questões fiscais e o acirramento de questões geopolíticas.

PERSPECTIVAS - MERCADO NACIONAL:

No mercado local, além das expectativas com o novo governo norte-americano, as atenções estarão voltadas para a primeira reunião do Copom em 2017, em que maior agressividade na redução da taxa Selic poderá ser adotada, em função da atividade econômica ainda muito deprimida e das baixas taxas de inflação esperadas.

  Cenário Econômico – Outubro de 2016

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA

De acordo com o Banco Central, o IBC-Br, considerado uma prévia da evolução do PIB cedeu 0,91% em agosto, na comparação com julho. Em doze meses a queda foi de 4,43%. Foi o pior resultado mensal desde maio de 2015, quando o indicador caiu 1,02%. Na realidade, os números da economia foram muito ruins em agosto, além da queda da atividade, a forte retração das vendas no varejo e do setor de serviços completaram as más notícias. Por sua vez, a taxa de desemprego ficou em 11,8% no trimestre encerrado em setembro, conforme a Pnad Contínua, sendo que um ano antes a taxa era de 8,9%. O contingente de desempregados permaneceu em 12 milhões de pessoas. A renda média de R$ 2.015,00 apresentou queda real de 2,1% frente ao ano anterior.

SETOR PÚBLICO

Conforme informou o banco Central, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 26,6 bilhões em setembro. No ano, o déficit acumulado foi de R$ 85,5 bilhões e em doze meses de R$ 188,3 bilhões (3,08% do PIB). As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 388,5 bilhões (6,35% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 576,8 bilhões (9,42% do PIB), também em doze meses. A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou R$ 4,33 trilhões (70,7% do PIB), elevando-se 0,6 p.p. em relação ao mês anterior.

INFLAÇÃO

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acelerou na passagem de setembro para outubro, de 0,08% para 0,26%, mas ainda assim registrou a menor taxa para o mês de outubro desde 2000. No antepenúltimo mês de 2015, o IPCA tinha aumentado 0,82%. No ano, a alta acumulado é de 5,78%. Em 12 meses, ficou em 7,87%, pela primeira vez abaixo de 8% desde fevereiro de 2015. Nos 12 meses até setembro, o avanço registrado foi de 8,48%. O IPCA de outubro ficou abaixo da média de 0,28% estimada por consultorias e instituições financeiras consultadas pela agência de notícias Reuters. No acumulado em 12 meses, a expectativa era de que a inflação subisse 7,9%. O grupo alimentação, que registrou deflação de 0,05% em outubro, após recuo de 0,29% um mês antes, contém os principais impactos do mês. Na contramão, o grupo transportes foi de queda de 0,10% para alta de 0,75%. Em contrapartida, subiram menos habitação (0,63% para 0,42%), despesas pessoais (0,10% para 0,01%), educação (0,18% para 0,02%) e comunicação (0,18% para 0,07%).

JUROS

Em sua última reunião em 19 de outubro, o Copom, por unanimidade decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 pontos, para 14% a.a. Foi o primeiro corte desde outubro de 2012. Sinais de desaceleração da inflação, dúvidas sobre a recuperação da economia e o avanço no Congresso da PEC 241, que limita os gastos públicos, foram fatores citados no comunicado do BC após a reunião. Cortes mais rápidos e maiores foram também condicionados aos avanços do ajuste fiscal. Já na ata da reunião, de tom conservador, o comitê deu a entender que as projeções do mercado para os juros no futuro são mais otimistas do que o cenário econômico atual permitiria. A próxima reunião será em 30 de novembro.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de outubro com o dólar cotado em R$ 3,1811, com uma desvalorização de 2,01% no mês, de 18,53% no ano e de 17,56% em doze meses. No mês a oscilação do dólar foi grande, com a repatriação dos recursos enviados ilegalmente para o exterior pressionando a taxa para baixo e com as eleições americanas pressionando a taxa para cima. Em setembro, as transações correntes, apresentaram déficit de US$ 465 milhões, acumulando em doze meses, saldo negativo de US$ 23,3 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 5,2 bilhões, acumulando em doze meses, um saldo positivo de US$ 73,2 bilhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 377,8 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 335,1 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em outubro um superávit de US$ 2,34 bilhões. No acumulado do ano, registrou um superávit de US$ 38,50bilhões.

RENDA FIXA

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês acabou sendo o do IRF-M1+, com alta de 1,35%, seguido do IRF-M Total com 1,22%, e do IDkA 20 com 1,09%. No ano, o melhor desempenho acumulado até setembro foi do IDkA 20A (IPCA) com 50,46%, seguido do IMA-B 5+ com 28,98% e do IRF-M 1+ com alta de 26,92%. Um fato positivo a ser citado foi o retorno do investidor estrangeiro á renda fixa brasileira após a perda do grau de investimento e da decisão do impeachment.

RENDA VARIÁVEL

Para o Ibovespa, a alta no mês foi de expressivos 11,24%, com forte atuação do investidor estrangeiro, levando o acumulado no ano para um ganho de 49,77% e o em doze meses para 41,54%.

PERSPECTIVAS - MERCADO INTERNACIONAL

Depois de ter novamente mantido inalteradas as taxas de juros em sua reunião logo no início de novembro, seguiu aumentando a possibilidade da elevação dos juros nos EUA ainda este ano. Por enquanto, o mercado internacional estará focado nas eleições americanas no dia 8 de novembro. A eleição de Donald Trump continua sendo um evento absolutamente indesejado pelo mercado financeiro internacional, cujas reações adversas seriam imprevisíveis.

PERSPECTIVAS - MERCADO NACIONAL

Para o mercado local, as eleições americanas também serão um evento de suma importância, tendo-se em vista a crescente participação que os investidores estrangeiros vêm tendo e poderão ter na precificação dos ativos brasileiros, tanto de renda fixa, quanto variável. Outro evento de suma importância diz respeito à tramitação da PEC 241 no Senado. Caso confirmado o resultado obtido na Câmara dos Deputados, o mercado interpretará a aprovação como comprometimento da classe política ao retorno da disciplina fiscal, ficando aberto o caminho pra novas e importantes reformas que poderão levar o país a conviver com uma inflação e taxas de juros mais baixas, ingredientes necessários para a retomada do crescimento econômico.

  Cenário Econômico – Setembro de 2016

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA

De acordo com o Banco Central, o IBC-Br, considerado uma prévia da evolução do PIB cedeu 0,09% em julho, na comparação com junho. Em doze meses a queda foi de 5,61%. O consumo das famílias continuou evoluindo de forma negativa, assim como o consumo do governo. No entanto, a diretora-gerente do FMI, em uma análise da economia mundial, afirmou que a Rússia e o Brasil estão mostrando algum sinal de melhora em suas economias. O fato é que a confiança da indústria registrou em setembro a maior marca desde julho de 2014 e a confiança do consumidor chegou ao maior nível em 20 meses, conforme a FGV. Por sua vez, a taxa de desemprego atingiu 11,8% no trimestre encerrado em agosto, conforme a Pnad Contínua, sendo que um ano antes a taxa era de 8,7%. O contingente de desempregados chegou a 12,02 milhões de pessoas. A renda média de R$ 2.011,00 apresentou queda real de 1,7% frente ao ano anterior.

SETOR PÚBLICO

Conforme informou o banco Central, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 22,3 bilhões em agosto. No ano, o déficit acumulado foi de R$ 58,9 bilhões e em doze meses de R$ 169 bilhões (2,77% do PIB). As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 418 bilhões (6,86% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 587 bilhões (9,64% do PIB), também em doze meses. A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou R$ 4,27 trilhões (70,1% do PIB), elevando-se 0,5 p.p. em relação ao mês anterior.

INFLAÇÃO

Com os preços dos alimentos, especialmente o da carne, exercendo menor pressão, a inflação medida pelo IPCA desacelerou, de 0,44% em agosto para apenas 0,08% em setembro. No ano, a alta acumulada chegou a 5,51%, e em doze meses a 8,48%. Já o INPC, também subiu 0,08% em setembro e acumulou um avanço de 6,18% no ano, e de 9,15% em doze meses.

JUROS

Com a divulgação da ata da última reunião do Copom realizada no final de agosto, o Banco Central começou a preparar o terreno para uma redução da taxa Selic num futuro próximo. E no último Relatório Trimestral de Inflação, apresentado em setembro, a autoridade monetária já passou a acreditar na inflação abaixo do centro da meta de 4,5% em 2017. A projeção é de 4,4% para o IPCA no próximo ano, e de 3,8% em 2018.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de setembro cotada em R$ 3,2462, com uma valorização de 0,68% no mês, mas com uma desvalorização de 16,87% no ano e de 21,16% em doze meses. Em agosto, as transações correntes, apresentaram déficit de US$ 579 milhões, acumulando em doze meses, saldo negativo de US$ 25,8bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 7,2 bilhões, acumulando em doze meses, um saldo positivo de US$ 74bilhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 378,8 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 338,1 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em setembro um superávit de US$ 3,8 bilhões. No acumulado do ano, registrou um superávit de US$ 36,17 bilhões.

RENDA FIXA

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês acabou sendo o do IRF-M1+, com alta de 2,33%, seguido do IRF-M Total com 1,96%, e do IMA-B 5+ com 1,57%. No ano, o melhor desempenho acumulado até setembro foi do IDkA 20A (IPCA) com 48,84%, seguido do IMA-B 5+ com 28,05% e do IRF-M 1+ com alta de 25,23%.

RENDA VARIÁVEL

Para o Ibovespa, a alta foi de 0,80%, levando o acumulado no ano para um ganho de 34,64%, e em doze meses para 32,26%.

PERSPECTIVAS - MERCADO INTERNACIONAL

Depois de ter mantido inalteradas as taxas de juros em sua reunião de setembro, aumentou a possibilidade da elevação dos juros nos EUA. O mercado internacional estará focado na próxima reunião do FED no dia 2 de novembro e nas eleições americanas no dia 8 seguinte. A eleição de Donald Trump seria um evento absolutamente inesperado e indesejado pelo mercado financeiro, cujas reações adversas seriam imprevisíveis.

PERSPECTIVAS - MERCADO NACIONAL

Para o mercado local, o fato de maior importância será a aprovação da PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos federais, a melhor forma de ajuste fiscal, por ser gradual e por talvez dispensar a necessidade do aumento de impostos. Para os economistas, o ajuste fiscal poderia levar o país a uma queda duradoura das taxas de juros. Depois da boa surpresa com a inflação de setembro, que atingiu o menor patamar para o mês desde 1989, o presidente do Banco Central afirmou que é preciso serenidade, já que há muito ainda a ser feito para a recuperação de nossa economia. Em outubro, o Copom irá se reunir novamente.

  Cenário Econômico – Agosto de 2016

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA

De acordo com o IBGE, o PIB brasileiro teve queda pelo sexto trimestre consecutivo, desta vez de 0,6%, no segundo trimestre de 2016. Entretanto, sinais positivos surgiram na indústria e nos investimentos. Pelo lado da oferta, a agropecuária registrou queda de 2% no período, a indústria uma leve alta de 0,3% e o setor de serviços um recuo de 0,8%. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias caiu 0,7%, os gastos do governo 0,5%, mas os investimentos cresceram 0,4%. Em relação ao mesmo período de 2015, o PIB recuou 3,8%. A queda do setor agropecuário chegou a 3,1%, a do setor industrial a 3%, e a do setor de serviços a 3,3%. O consumo das famílias recuou 5%, os gastos do governo 2,2% e os investimentos 8,8%. Por sua vez, a taxa de desemprego atingiu 11,6% no trimestre encerrado em julho, conforme a Pnad Contínua, sendo que um ano antes a taxa era de 8,6%. O contingente de desempregados chegou a 11,8 milhões de pessoas. A renda média de R$ 1.985,00 apresentou queda real de 3% frente ao ano anterior, quando era de R$ 2.048,00.

SETOR PÚBLICO

De acordo com a Receita Federal, a arrecadação federal recuou 5,8% em julho, sobre igual mês do ano passado. E conforme informou o banco Central, o setor público consolidado registrou  déficit primário de R$ 12,8bilhões em julho. No ano, o déficit acumulado foi de R$ 36,6bilhões e em doze meses de R$ 154 bilhões (2,54% do PIB). As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 427,1bilhões (7,04% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 581,1bilhões (9,58% do PIB), também em doze meses. A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou R$ 4,21trilhões (69,5% do PIB), elevando-se 1 ponto percentual em relação ao mês anterior.

INFLAÇÃO

Com os preços dos alimentos exercendo menor pressão, a inflação medida pelo IPCA desacelerou de 0,52% em julho, para 0,44% em agosto. No ano, a alta acumulada chegou a 5,42%, abaixo dos 7,06% registrado em igual período do ano anterior. Em doze meses acumulou 8,97%, também abaixo dos 9,53%, relativos aos doze meses imediatamente anteriores, embora no mês de julho acumulasse alta de 8,74% em doze meses. Já o INPC, subiu 0,31% em julho e acumulou um avanço de 6,09% no ano e 9,62% em doze meses.

JUROS

Em reunião realizada no final de agosto, o Comitê de Política Monetária do Banco Central – COPOM decidiu, por unanimidade, manter, pela nona vez seguida, a taxa Selic em 14,25% ao ano. Em comunicado, o Copom condicionou a redução da taxa básica de juros à queda da inflação e à redução da incerteza sobre o ajuste fiscal proposto pelo novo governo.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de agosto cotada a R$ 3,2403, com uma valorização de apenas 0,04% no mês, mas com uma desvalorização de 17,02% no ano e de 9,46% em doze meses. Em julho, as transações correntes, apresentaram déficit de US$ 4,1bilhões, acumulando em doze meses saldo negativo de US$ 27,9 bilhões. Em relação a 2015, graças a taxa de câmbio mais forte, a queda do déficit foi de 71%. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 78 milhões, acumulando em doze meses, um saldo positivo de US$ 72 bilhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 377,5 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 338,1 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em agosto um superávit de US$ 4,1 bilhões. No acumulado do ano, registrou um superávit de US$ 32,37 bilhões, recorde para o período de acordo com a série histórica iniciada em 1989.

RENDA FIXA

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês acabou sendo o do IDkA 2A (IPCA) com 1,29% de alta, seguido do IRF-M1, com avanço de 1,19% e do IMA-B 5, com 1,09%. No ano, o melhor desempenho acumulado até agosto foi do IDkA 20A (IPCA) com 46,60%, seguido do IMA-B 5+ com 25,95% e do IRF-M 1+ com alta de 22,39%.

RENDA VARIÁVEL

Para o Ibovespa foi outro mês de alta, de 1,03%, levando o acumulado no ano para um ganho de 33,57% e o em doze meses para 22,79%. O desempenho da bolsa continuou revelando otimismo com a economia brasileira após o impeachment, tanto do investidor local, quanto do estrangeiro, que de janeiro a julho já aportou R$ 16,8 bilhões em nosso mercado de ações.

PERSPECTIVAS - MERCADO INTERNACIONAL

Com os fortes dados sobre a criação de novas vagas de trabalho em julho e por conta de pronunciamentos de membros do FED sobre a melhoria dos indicadores econômicos, o mercado passou a acreditar na possibilidade da alta dos juros na reunião de política monetária agendada para o final de setembro. Entretanto, os dados sobre emprego de agosto enfraqueceram essa perspectiva, muito embora instituições financeiras e economistas renomados ainda acreditem nessa possibilidade, ou mesmo na elevação da taxa ainda em 2016. Outro importante evento que se aproxima é a eleição presidencial nos EUA em novembro. Pelo bom comportamento dos ativos de risco, como ações, o mercado acredita que a eleição presidencial está resolvida a favor da senhora Clinton e que as políticas do atual governo permanecerão praticamente inalteradas. Por ora, só resta aguardar os próximos passos dos candidatos e seus reflexos nas pesquisas de intenção de voto.

PERSPECTIVAS - MERCADO NACIONAL

Com a definição do impeachment e a posse do presidente Michel Temer, o mercado financeiro nacional e internacional se volta agora para o ajuste fiscal e para as reformas necessárias para a retomada do crescimento econômico sustentado. É de suma importância que os sinais de melhora, tanto da confiança do consumidor quanto do produtor e do fornecedor de serviços, não afastem o governo e os políticos da necessidade de medidas enérgicas e urgentes que devem ser tomadas. Disso dependem os investimentos privados nacionais que precisam ser retomados, como também os investimentos externos necessários como reforço à poupança interna. Em setembro, evento de suma importância será a reunião do banco central americano, em um momento em que o mercado financeiro internacional começa a questionar a eficácia das taxas de juros negativas praticadas por diversos países. Uma mudança da política monetária dos EUA, neste momento, poderá trazer forte volatilidade para os mercados e provocar a reprecificação de uma série de ativos, com grandes possibilidades na criação de pré-condições para que as elevadíssimas taxas de juros praticadas no Brasil possam enfim começar a recuar.

  Cenário Econômico – Julho de 2016

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA

Conforme o Banco Central, a economia brasileira voltou a cair em maio. O IBC-Br, considerado prévia do PIB, teve variação negativa de 0,5% em maio, na comparação com abril, em dado dessazonalizado. Foi o maior recuo do nível de atividade econômica desde janeiro. Entretanto, o FMI melhorou a projeção para o PIB do país de uma queda de 3,8% para 3,3%. Para a instituição, o consumo deve melhorar com a volta da confiança dos agentes econômicos, uma das evidencias de virada da economia. Para 2017 estimou um crescimento de 0,5%. Por seu turno, conforme o IBGE, a taxa de desemprego atingiu 11,3% no trimestre encerrado em junho, com 11,6 milhões de pessoas desocupadas. Os números mostram uma tendência de estabilização, na comparação com as leituras dos trimestres encerrados em abril (11,2%) e maio (11,2%) deste ano.

SETOR PÚBLICO

De acordo com a Receita Federal, a arrecadação federal recuou 7,14% em junho, sobre igual mês do ano passado. E conforme informou o banco Central, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10,1 bilhões em junho. No ano, o déficit acumulado foi de R$ 23,8 bilhões e em doze meses um déficit de R$ 151,2 bilhões (2,51% do PIB). As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 449,2 bilhões (7,45% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 600,5 bilhões (9,96% do PIB), também em doze meses. A dívida bruta do governo geral (governo federal, mais INSS, mais governos regionais) alcançou R$ 4,13 trilhões (68,5% do PIB), mantendo-se estável em relação ao mês anterior.

INFLAÇÃO

Pressionada por alimentos, como o feijão e o leite, a inflação medida pelo IPCA acelerou de 0,35% em junho, para 0,52% em julho. No ano, a alta acumulada chegou a 4,96%, abaixo dos 6,83% registrado em igual período do ano anterior. Em doze meses acumulou 8,74%, também abaixo dos 8,84%, relativos aos doze meses imediatamente anteriores. Já o INPC, subiu 0,64% em julho e acumulou um avanço de 5,76% no ano e 9,56% em doze meses.

JUROS

Em reunião realizada no final de julho, já comandada por Ilan Goldfajn, o Comitê de Política Monetária do Banco Central – COPOM decidiu, por unanimidade, manter novamente inalterada a taxa Selic em 14,25% ao ano. Na ata da reunião, o comitê avaliou que o processo de queda da inflação no Brasil tem se desenvolvido em velocidade aquém da almejada, e acrescentou que o balanço de riscos indica não haver espaço para o corte de juros no momento.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de julho cotada a R$ 3,239, com uma valorização de 0,91% no mês, mas com uma desvalorização de 17,05% no ano, e de 4,21% em doze meses. Em junho, as transações correntes, apresentaram déficit de US$ 2,5 bilhões, acumulando em doze meses, saldo negativo de US$ 29,4 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 3,9 bilhões, acumulando em doze meses um saldo positivo de US$ 78 bilhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 376,7 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 332,6 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em julho um superávit de US$ 4,6 bilhões. No acumulado do ano, registrou um superávit de US$ 28,2 bilhões, o maior saldo para o período em 28 anos.

RENDA FIXA

Dos subíndices de mercado Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês acabou sendo o do IDkA 20A (IPCA) com 5,44% de alta, seguido do IMA-B 5+, que avançou 3,34%, e do IMA-B Total, com 2,51% de valorização. No ano, o melhor desempenho acumulado até junho foi do IDkA 20A (IPCA) com 45,20%, seguido do IMA-B 5+ com 24,86%, e do IRF-M 1+ com alta de 21,33%.

RENDA VARIÁVEL

O principal índice da bolsa paulista encerrou o semestre aos 51.526 pontos, registrando uma alta no mês de junho de 11,22%, e levando o acumulado no ano para um ganho de 32,20%, e em doze meses para 15,54%. O desempenho da bolsa revelou otimismo com a economia brasileira, tanto do investidor local, quanto do estrangeiro, que de janeiro a julho já aportou R$ 16,8 bilhões em nosso mercado de ações.

PERSPECTIVAS - MERCADO INTERNACIONAL

Depois do baixo crescimento do PIB americano, o mercado financeiro aposta que há chance de quase 50% de elevação da taxa básica de juros americana ainda este ano. A maioria então acredita que ela ocorrerá somente em 2017. Essa crença jogou as taxas de juros ainda mais para baixo, um movimento que deverá perdurar nos próximos meses. Depois do banco central japonês e do da zona do euro, o rendimento negativo chegou também para os títulos emitidos pelo governo alemão. Pela primeira vez na história, o país emitiu títulos de 10 anos com juros negativos. Nesse contexto, os investidores internacionais, dispostos a correrem maiores riscos, estão se dirigindo aos mercados emergentes em busca de melhores retornos, movimento que deve se intensificar à frente.

PERSPECTIVAS - MERCADO NACIONAL

Está reservada para agosto a votação do impeachment da presidente Dilma. Com essa expectativa e com a confiança transmitida pela nova equipe econômica, os ativos brasileiros continuaram a se valorizar, a confiança do consumidor e dos empresários voltou a crescer e a esperança de que o governo consiga alcançar o reequilíbrio das contas públicas, fundamental para o crescimento do país e do combate à inflação, se reavivou diante da demonstração de apoio do Congresso Nacional em votações recentes a favor do governo. Para o mercado financeiro, é perceptível que a não confirmação do impeachment significaria, não só a reversão de todos os ganhos até agora obtidos, como também a ocorrência de novas e significativas perdas em um cenário de caos político e econômico. No entanto, pelo andar dos acontecimentos recentes, essa possibilidade está afastada do cenário base do mercado. Soma-se a este sentimento de otimismo, o cenário externo atual é favorável a um novo movimento de migração de recursos de investidores em busca de prêmio. Há um volume de dinheiro astronômico aplicado lá fora em títulos com rentabilidade negativa, algo em torno de US$ 15 trilhões. No momento em que as taxas de juros estão nas mínimas históricas no exterior, o apetite pelos juros brasileiros, cuja diferença em relação aos praticados nos países desenvolvidos é a maior em dez anos, deverá resultar no ingresso de novos e significativos recursos externos para a compra dos títulos brasileiros, movimento que deverá se intensificar ao longo do tempo, na medida em que as perspectivas de melhora do rating externo do país se intensifiquem. Tal expectativa também diz respeito aos investimentos diretos na produção e no mercado de renda variável. É sabido que, das aplicações em renda fixa prefixadas, como é o caso das NTN-B, quanto mais longo for o prazo do vencimento, maior é a possibilidade de ganhos com a precificação dos títulos a valor de mercado. Dada a magnitude da diferença entre os juros internos e os externos, poderemos estar diante de um momento histórico para a obtenção de ganhos com a queda, ao longo do tempo, dos juros locais. Para tanto, além da confirmação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, é importante que monitoremos o andamento das reformas necessárias para colocar o país no rumo do crescimento econômico de forma sustentada. Lembramos que, se de um lado o cenário atual ainda envolve uma certa quantidade de riscos, por outro lado os mercados financeiros e de capitais têm como característica a precificação antecipada dos fatos, quanto maiores forem as evidências de que se concretizem.

 Cenário Econômico – Junho de 2016

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA

Conforme dados divulgados pelo Bacen, a economia brasileira iniciou o segundo trimestre do ano praticamente estagnada. O IBC-Br teve variação positiva de 0,03% em abril, na comparação com março, em dado dessazonalizado. Em maio, a produção industrial ficou estável e em junho o índice de confiança da indústria teve o maior nível em um ano. Já a confiança do consumidor também subiu em junho, depois de quarenta meses em queda, de acordo com a Fecomercio. Por seu turno, conforme divulgado pelo IBGE, a taxa de desemprego atingiu 11,2% no trimestre encerrado em maio, com 11,4 milhões de pessoas desocupadas. É a maior já registrada pela série histórica do indicador, que teve início em janeiro de 2012. Porém, é a mesma taxa do trimestre encerrado em abril, o que pode indicar uma certa resistência na expansão do desemprego.

SETOR PÚBLICO

De acordo com a Receita Federal, a arrecadação federal recuou 4,81% em maio e a queda no ano chegou a 7,36%. E conforme informou o Bacen, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 18,1bilhões em maio. No ano, o déficit acumulado foi de R$ 13,7bilhões e em doze meses um déficit de R$ 150,5 bilhões (2,51% do PIB). As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 454bilhões (7,57% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 604,6 bilhões (10,08% do PIB), também em doze meses.

A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou R$ 4,11 trilhões (68,6% do PIB), elevando-se em 0,9 p.p. em relação ao mês anterior.

INFLAÇÃO

Mesmo com o feijão tipo carioca subindo mais de 40% no mês, além do aumento dos preços de outros alimentos, o IPCA desacelerou em junho, para fechar o mês com alta de 0,35%. No ano a alta acumulada chegou a 4,42%, abaixo dos 6,17% registrado em igual período do ano anterior e em doze meses acumulou 8,84%.

O índice de difusão da inflação, divulgado pelo Valor Econômico foi de 55,2%, frente a 63% no mês anterior.

Já o INPC, subiu 0,47% em junho e acumulou um avanço de 5,09% no ano e 9,49% em doze meses. O IGP-M, por outro lado, acelerou para 1,69% em junho, após marcar 0,82% no mês anterior, atingindo uma elevação de 12,21% em doze meses.

JUROS

Em reunião realizada no início de junho, o Comitê de Política Monetária do Banco Central – COPOM decidiu, por unanimidade, manter novamente inalterada a taxa Selic em 14,25% ao ano. Foi a última reunião sob o comando de Alexandre Tombini, sendo que a próxima já será conduzida por Ilan Goldfajn, o novo presidente do Bacen. Na ata, o Bacen previu que o IPCA atingirá a meta de 4,5%, que não será alterada para 2017.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de maio cotada a R$ 3,2298, com uma desvalorização de 10,16% no mês e de 17,29% no ano, mas com uma valorização de 4,10% em doze meses. Em maio, as transações correntes, apresentaram superávit de US$ 1,2 bilhão, acumulando em doze meses, saldo negativo de US$ 29,5bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 6,1bilhões, acumulando em doze meses, um saldo positivo de US$ 79,4bilhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 374,6 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 331,4 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em junho um superávit de US$ 3,9bilhões. No acumulado do ano, registrou um superávit de US$ 23,6 bilhões, o maior saldo para o primeiro semestre em 28 anos.

RENDA FIXA

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês acabou sendo o do IDkA 20A (IPCA) com 5,20% de alta, seguido do IMA-B 5+, com avanço de 2,57% e do IMA-B Total, com 1,92%. No ano, o melhor desempenho acumulado até junho ou no primeiro semestre foi do IDkA 20A (IPCA) com 37,70%, seguido do IMA-B 5+com 20,82%. Nos subíndices referenciados em taxas pré-fixadas, destaque para o IRF-M 1+ com alta de 2,66% no mês e 19,58% no ano. Cabe destacar que a Caderneta de Poupança, a aplicação de renda fixa mais popular do país, teve fuga recorde de recursos no primeiro semestre. Os resgates líquidos totalizaram R$ 42,6 bilhões, a maior perda de aplicações para o período em 22 anos. Além da baixa rentabilidade oferecida, o aumento do desemprego e da inadimplência motivaram os saques.

RENDA VARIÁVEL

Para o Ibovespa, foi um mês de recuperação, com alta expressiva de 6,30% aos 51.526 pontos, levando o acumulado no ano para um ganho de 18,86%. A queda do dólar e dos CDS (Credit Default Swaps) tem direcionado um fluxo positivo de recursos para o Brasil em busca de “yields”, aumentando o apetite dos investidores pelo risco.

PERSPECTIVAS - MERCADO INTERNACIONAL

No relatório denominado “As perspectivas econômicas para a Europa após o voto do Brexit”, a agência Standard & Poor’s afirmou que o impacto do Brexit será concentrado na economia britânica, mas com importantes ramificações no resto da Europa, em especial na zona do euro. Para escapar de uma recessão, o Reino Unido terá que enfrentar numerosos desafios. Por outro lado, o mercado internacional estará de olho na próxima reunião do FED, em julho, aguardando a decisão em relação à taxa de juros.

A ata da última reunião deixou claro que os membros do Fomc não se sentem seguros em mexer no juro até que se possa entender com maior clareza as consequências da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.

PERSPECTIVAS - MERCADO NACIONAL

Ao que tudo indica, em agosto será votado o afastamento definitivo da presidente Dilma, que deverá representar um marco importante para as iniciativas governamentais de maior peso, principalmente no que se refere á política econômica. É consenso entre os principais analistas econômicos, que o governo provisório está no rumo certo, mas que os resultados levam algum tempo até aparecerem. Para recolocar a economia brasileira rumo ao crescimento econômico, é consenso no mercado que é preciso reconstruir o tripé formado pela responsabilidade fiscal, controle da inflação e câmbio flutuante. O primeiro elemento do tripé é o que demanda medidas mais urgentes, como o aprofundamento do corte de gastos e outras, inclusive de caráter impopular, como o aumento de impostos, que visem o aumento da arrecadação federal. A continuidade do programa de concessões e a privatização de empresas estatais viriam a complementar o esforço.

 Cenário Econômico – Maio de 2016

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA

Conforme divulgou o IBGE, o Produto Interno Bruto – PIB do Brasil teve queda de 0,3% no primeiro trimestre de 2016, em comparação com o trimestre anterior. Foi a quinta queda trimestral seguida do PIB do país, embora menor que as previsões iniciais. Pelo lado da oferta, o setor agropecuário caiu 0,3%, o industrial 1,2% e o de serviços, 0,2%. Pelo lado da demanda, os investimentos caíram 2,7%, o consumo das famílias 1,7%, enquanto o consumo do governo subiu 1,1%. Já a taxa de desemprego medida através da Pnad Contínua alcançou 11,2% no trimestre encerrado em abril. O número de pessoas desocupadas atingiu 11,4milhões.

SETOR PÚBLICO

Além do anuncio de uma série de medidas para equacionar a situação fiscal do país sob o novo governo, conforme foi abordado no Nossa Visão, de publicação semanal, foi divulgado que o setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 10,2 bilhões em abril. No ano, o superávit acumulado foi de R$ 4,4bilhões e em doze meses um déficit de R$ 139,3 bilhões (2,33% do PIB). As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 464,4bilhões (7,76% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 603,7 bilhões (10,08% do PIB), também em doze meses. A dívida bruta do governo geral (governo federal, mais INSS, mais governos regionais) alcançou R$ 4,04 trilhões (67,5% do PIB), elevando-se em 0,3 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Ainda em abril, já descontada a inflação, a arrecadação do governo federal com impostos caiu 7,10%, em relação ao mesmo mês do ano anterior, e acumulou queda de 7,91% no quadrimestre. Foi também aprovada, pelo Congresso Nacional, a nova meta fiscal de R$ 170,5 bilhões para este ano, que equivale a aproximadamente 2,80% do PIB.

INFLAÇÃO

A volta da pressão sobre os preços administrados, como água e esgoto, remédios, cigarro e energia elétrica, fizeram com que o IPCA fechasse o mês de maio acelerando a 0,78%, novamente acima das previsões após se situar em 0,61% em abril. No grupo Alimentação e bebidas os preços continuaram a aumentar, embora menos do que no mês anterior. No ano acumulou alta de 4,05%, e em doze meses de 9,32%. No entanto, o índice de difusão da inflação, divulgado pelo Valor Econômico foi de 63%, frente a 66,8% no mês anterior. Já o INPC, subiu 0,98% em maio e acumulou um avanço de 9,82% em doze meses.

JUROS

Em reunião realizada já no início de junho, o Comitê de Política Monetária do Banco Central – COPOM decidiu, por unanimidade, manter novamente inalterada a taxa Selic em 14,25% ao ano. Foi a última reunião sob o comando de Alexandre Tombini, sendo que a próxima já será conduzida por Ilan Goldfajn, o novo presidente do BC.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de maio cotada a R$ 3,5951, com uma valorização de 4,18% no mês, acumulando uma desvalorização de 7,93% no ano e uma valorização de 13,10% em doze meses. Em abril, as transações correntes, apresentaram superávit de US$ 412 milhões, acumulando em doze meses saldo negativo de US$ 34,1bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 6,8bilhões, acumulando em doze meses, um saldo positivo de US$ 79,9 bilhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 376,7 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 337,8 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em maio um superávit de US$ 6,4 bilhões. No acumulado do ano, registrou um superávit de US$ 19,7bilhões.

RENDA FIXA

Dos subíndices de mercado Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês acabou sendo o do IRF-M 1com 1,07% de alta, seguido do IMA-B 5, com avanço de 0,80% e do IDkA 2 (IPCA), com 0,63%. Nenhum deles superou o CDI, com alta de 1.11%. No ano o melhor desempenho acumulado até março foi do IDkA 20A (IPCA) com 30,89%, seguido do IMA-B 5+ com 17,79% e do IRF-M 1+ com alta de 16,48%.

RENDA VARIÁVEL

Para o Ibovespa foi um mês de forte baixa, com a queda de 10,09% basicamente dirigida por fatores políticos, mas ainda acumulando em 2016 uma alta de 11,82%.

PERSPECTIVAS - MERCADO INTERNACIONAL

O Banco Central Europeu elevou a sua projeção de inflação para 2016, de 0,1% para 0,2% e estimou que o avanço dos preços permanecerá abaixo da sua meta até 2018. Para a evolução do PIB neste ano, a estimativa foi alterada de uma alta de 1,4% para 1,6%.

Já o Banco da Inglaterra advertiu que uma possível saída do Reino Unido, da União Europeia, a ser decidida em um referendum no dia 23 de junho próximo, poderá desacelerar o crescimento da economia britânica e elevar o desemprego de forma importante. Como sempre, o mercado internacional estará de olho na próxima reunião do FED, desta feita no dia 15 de junho, aguardando a decisão em relação à taxa de juros. Depois da decepcionante criação de novas vagas de emprego em maio, os economistas, bem como os investidores, passaram a acreditar na manutenção da taxa.

PERSPECTIVAS - MERCADO NACIONAL

Como temos comentado no Nossa Visão, o jogo político segue evoluindo tendo como pano de fundo a questão do impeachment, a formação do governo provisório do presidente Temer e as medidas já adotadas, bem como os desdobramentos da operação Lava Jato. Se por um lado a qualidade da atual equipe econômica já tenha ascendido uma luz de otimismo para que o investimento empresarial passe a se recuperar, por outro, os fatos políticos seguirão condicionando fortemente o comportamento do mercado financeiro e o da economia real. Definida a questão do impeachment, acreditamos no equacionamento fiscal que, aliado a uma nova condução do Banco Central, de caráter eminentemente técnico, possibilitará o desarme das piores expectativas quanto à inflação e, portanto, de uma política monetária menos restritiva.

 Cenário Econômico – Abril de 2016

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA

De acordo com o indicador de atividade do Banco Central, o IBC-Br, a economia brasileira registrou, em fevereiro, o décimo segundo mês consecutivo de retração. Desta vez, a queda foi de 0,29% no mês, e 4,75% em doze meses. Também em fevereiro, a produção industrial recuou 2,5%, acumulando no ano uma queda de 11,8%. Por seu turno, as vendas no varejo aumentaram 1,2% no mês, mas acumulam baixa de 5,3% em doze meses. Já a taxa de desemprego, medida através da Pnad Contínua, alcançou 10,9% no trimestre encerrado em março. O número de pessoas desocupadas registrou 11,1milhões.

SETOR PÚBLICO

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 10,6 bilhões em março. No ano, o déficit acumulado foi de R$ 5,8 bilhões, e em doze meses de R$ 136bilhões (2,28% do PIB). As despesas com juros nominais, em doze meses, totalizaram R$ 443,3 bilhões (7,44% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 579,3 bilhões (9,73% do PIB), também em doze meses. A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou R$ 4trilhões (67,3% do PIB), reduzindo-se em 0,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Ainda em março, já descontada a inflação, a arrecadação do governo federal com impostos caiu 6,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, acumulando queda de 8,19% no trimestre.

INFLAÇÃO

Graças aos avanços nos preços dos alimentos e dos remédios, principalmente, o IPCA fechou o mês de abril subindo 0,61%, acima das previsões dos analistas do mercado. No ano acumulou alta de 3,25%, e em doze meses de 9,28%. O índice de difusão da inflação, divulgado pelo Valor Econômico foi de 66,8%, frente a 69,4% no mês anterior. Já o INPC subiu 0,64% em abril, acumulando um avanço de 3,58% no ano e de 9,83% em doze meses.

JUROS

Em reunião realizada no final de abril, o Comitê de Política Monetária do Banco Central – COPOM decidiu, por unanimidade, manter inalterada a taxa Selic em 14,25% ao ano. E na ata da reunião, afastou a possibilidade de redução da taxa enquanto a inflação não der sinais de rumar para o centro da meta de 4,5%.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de abril cotada a R$ 3,4508, com uma desvalorização de 3,04% no mês, acumulando uma desvalorização de 11,63% no ano e uma valorização de 19,23% em doze meses. Em março, as transações correntes apresentaram um déficit de US$ 855 milhões, acumulando em doze meses saldo negativo de US$ 41,4 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de recursos da ordem de US$ 5,6 bilhões, acumulando em doze meses um saldo positivo de US$ 78,9 bilhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 375,2 bilhões, e a dívida externa bruta em US$ 333,6 bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em abril um superávit de US$ 4,8 bilhões. No acumulado do ano, registrou um superávit de US$ 13,2 bilhões.

RENDA FIXA

Dos subíndices Anbima, que referenciam os fundos compostos por títulos públicos disponíveis para os RPPS, o melhor desempenho no mês acabou sendo o do IDkA 20A (IPCA) com 9,25% de alta, seguido do IMA-B 5+, com avanço de 5,37%, e do IRF-M 1+, com 4,80%. No ano o melhor desempenho acumulado até março foi do IDkA 20 A (IPCA) com 33,60%, seguido do IMA-B 5+ com 18,66% e do IRF-M 1+ com alta de 16,65%.

RENDA VARIÁVEL

Para o Ibovespa, foi outro mês de forte alta, com uma valorização de 7,70%, acumulando em 2016 uma alta de 24,36%. Teve presença firme no mercado o investidor estrangeiro, que foi responsável por um ingresso líquido de R$ 2,9 bilhões para a compra de ações, elevando o acumulado no ano para R$ 13,5 bilhões.

MERCADO NACIONAL

Também no mês de maio, com a votação do impeachment no Senado, que poderá implicar no afastamento da presidente por 180 dias até o julgamento final, os fatos políticos continuarão tendo maior destaque do que os fatos econômicos, e assim influenciando os ativos, tanto de renda fixa quanto de renda variável. As principais dúvidas do mercado passarão, então, a repousar na equipe a ser formada pelo presidente interino e na movimentação das forças políticas no sentido da recuperação do país. As incertezas ainda continuarão sendo enormes. Como os mercados continuaram a antecipar uma série de fatos, inclusive a possibilidade de redução da taxa Selic, a sua confirmação pode não trazer ganhos adicionais para os ativos de renda fixa e variável. No entanto, a não confirmação deles pode reverter todos os ganhos recentemente obtidos.

  Cenário Econômico – Março de 2016

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA:

De acordo com o indicador de atividade do Banco Central, o IBC-Br, divulgado em meados de março, a economia registrou, em janeiro, o décimo primeiro mês consecutivo de retração. Desta vez, a queda do indicador foi de 0,61%, e nos doze meses, encerrado em janeiro, a retração foi de 4,48%. Conforme o Relatório de Inflação, divulgado no último dia de março, o Banco Central previu uma queda de 3,5% para o PIB, em 2016. Se tomarmos por base a produção industrial, o quadro pode ser ainda pior. Em fevereiro ela recuou 2,5%, na comparação com o mês anterior e nos dois primeiros meses do ano já acumulou uma queda de 11,8%. Nos últimos doze meses a queda foi um pouco menor, de 9%. Já a taxa de desemprego medida através da Pnad Contínua, alcançou 9,5% no trimestre encerrado em janeiro, sendo que no anterior era de 9%. O número de pessoas desocupadas foi de 9,6 milhões. Por sua vez, a taxa de desemprego apurada através da Pesquisa Mensal de Emprego – PME, realizada em seis regiões metropolitanas do país, cresceu de 7,6% em janeiro, para 8,2% em fevereiro. Nesse mês, o rendimento real dos trabalhadores foi de R$ 2.227,50, com uma queda de 7,5% na comparação com o ano anterior.

SETOR PÚBLICO:

O setor público consolidado (governo central mais regionais mais estatais) registrou déficit primário de R$ 23 bilhões em fevereiro. No ano, o superávit acumulado foi de R$ 4,9 bilhões, frente a um superávit de R$ 18,8 bilhões no mesmo período em 2015. Esse foi o pior bimestre para as contas públicas em 15 anos. Em doze meses o resultado primário foi deficitário em R$ 125,1 bilhões (2,11% do PIB). As despesas com juros foram de R$ 29,8 bilhões no mês, sendo que em doze meses totalizaram R$ 513,4 bilhões (8,64% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 52,8 bilhões em fevereiro, e acumulou R$ 638,6 bilhões em doze meses (10,75% do PIB).  O déficit nominal do mês foi financiado mediante expansão de R$ 23,9 bilhões na dívida mobiliária. A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou R$ 4,01 trilhões (67,6% do PIB), elevando-se em 0,2p.p. em relação ao mês anterior. Ainda em fevereiro, já descontada a inflação, a arrecadação do governo federal com impostos caiu 11,5%, em relação ao ano anterior, somando R$ 87,8 bilhões.

INFLAÇÃO:

Graças à queda na tarifa de energia elétrica, o IPCA fechou o mês de março com uma variação de 0,43%, de novo, um pouco abaixo das previsões. No trimestre acumulou alta de 2,62%, e em doze meses alta de 9,39%. O índice de difusão da inflação, divulgado pelo Valor Econômico caiu, mas ainda permaneceu alto, foi de 69,4%. Os maiores aumentos de preços foram os dos alimentos e do vestuário. Já o INPC, subiu 0,44% em março e acumulou um avanço de 2,93% no ano e de 9,91% em doze meses. Por seu turno, a inflação do aluguel, medida através do IGP-M, registrou alta de 0,51% em março, acumulando um avanço de 11,56% em doze meses. Para o Banco Central, conforme o Relatório de Inflação, a previsão é de que o IPCA subirá 6,6% em 2016. É a primeira vezque, no relatório, estima o indicador acima do teto da meta que é 6,5%.

JUROS:

Em reunião realizada logo no início de março, o Comitê de Política Monetária do Banco Central – COPOM decidiu manter inalterada a taxa Selic em 14,25% ao ano. Novamente, dois diretores foram favoráveis a um aumento de 0,5 p.p. Embora para os economistas do mercado financeiro, conforme revelou o Relatório Focus, a taxa Selic possa cair para 13,75% no final do ano, para o Banco Central, conforme revelou a ata da última reunião, não há essa possibilidade. E através do Relatório de Inflação, os seus dirigentes afirmaram que as condições atuais da economia não permitem trabalhar com a hipótese de flexibilização monetária.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO:

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de março cotada a R$ 3,5589, com uma desvalorização de 10,57% no mês e acumulando uma desvalorização de 8,86% no ano, e uma valorização de 9,17% em doze meses. Assim, o real foi a moeda com a segunda maior valorização global no trimestre. Em fevereiro, as transações correntes, apresentaram um déficit de US$ 1,9 bilhão, menor rombo mensal desde agosto de 2009, acumulando em doze meses, déficit de US$ 46,3 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 5,9 bilhões, enquanto os investimentos em renda fixa uma redução de US$ 5,9 bilhões. O ingresso líquido em ações foi de US$ 639 milhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 371,1 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 330,7bilhões. A Balança Comercial, por sua vez, teve em março um superávit de US$ 4,43 bilhões. No acumulado do primeiro trimestre do ano, a Balança Comercial registrou um superávit de US$ 8,39bilhões.

 Cenário Econômico – Fevereiro de 2016

ATIVIDADE, EMPREGO E RENDA:

De acordo com o IBGE, a economia brasileira encolheu 3,8% em 2015, em relação a 2014. Foi o pior resultado desde 1990, quando Collor de Mello assumiu a presidência do país e decretou o confisco da poupança. Em valores correntes o PIB do ano passado foi de R$ 5,9 trilhões. O PIB per capita foi de R$ 28.876, com queda de 4,6% em relação ao ano anterior. Pelo lado da oferta, enquanto a agropecuária cresceu 1,8%, a indústria encolheu 6,2% e os serviços 2,7%, sendo que o comércio caiu 8,9%%. Pelo lado do consumo, o das famílias caiu 4%, o do governo 1% e os investimentos 14,1%, sendo que em 2014, já haviam encolhido 4,5%. Segundo o Banco Central, a queda do PIB em 2015, calculada através do IBC-Br, foi de 4,08%. Para o Banco Credit Suisse, a economia brasileira corre o risco de mergulhar em um período de três anos seguidos de contração, fato inédito desde 1901, início da apuração da série histórica. Já para o economista do Banco Goldman Sachs, “dada a sua excepcional profundidade, largura e comprimento, a contração cíclica em curso do PIB do Brasil está adquirindo algumas características de uma depressão econômica clara (definida como uma recessão longa durando oito ou mais trimestres, que leva a uma queda acumulada do PIB de 10% ou mais)”. Em relação ao emprego, o IBGE informou que, através da Pesquisa Mensal de Emprego – PME, foi apurada em janeiro uma taxa de desemprego de 7,6%, sendo que em dezembro, a taxa tinha sido de 6,9%. Foi a taxa mais alta para o mês de janeiro desde 2009, quando chegou a 8,2%. A população desocupada se aproximou de dois milhões de pessoas, 8,4% acima da de dezembro. Também em janeiro, 99,7 mil vagas de empregos formais foram fechadas, de acordo com o Ministério do Trabalho. Já a renda média do trabalhador foi de R$ 2.242,90, com queda de 1,3% em relação a dezembro e de 7,4% em relação ao ano anterior.

SETOR PÚBLICO:

O setor público consolidado (governo central mais regionais mais estatais) registrou superávit primário de R$ 27,9 bilhões em janeiro, frente a um superávit de R$ 21,1 bilhões no mesmo período em 2014. Em doze meses o resultado primário foi deficitário em R$ 104,4 bilhões (1,75% do PIB). As despesas com juros foram de R$ 52,1 bilhões no mês (8,46% do PIB), sendo que em doze meses totalizaram R$ 540 bilhões (9,06% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui o resultado com os juros, foi de R$ 28,3 bilhões, em janeiro e acumulou R$ 644,4 bilhões (10,82% do PIB) em doze meses. O déficit nominal do mês foi financiado mediante expansão de R$ 70,2 bilhões na dívida mobiliária. A dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou R$ 3,99 trilhões (67% do PIB), elevando-se em 0,8 p.p em relação ao mês anterior. É importante mencionar que o resultado primário de janeiro foi influenciado pela arrecadação atípica de R$ 11 bilhões, por conta do leilão de hidrelétricas em novembro. Ainda em janeiro, já descontada a inflação, a arrecadação do governo federal com impostos caiu 6,7%, somando R$ 129,4 bilhões. No final de fevereiro, o governo anunciou um corte de R$ 23,4 bilhões no Orçamento de 2016, através de contingenciamento, dada a possibilidade de que a meta fiscal de 2016 não seja atingida. Para se prevenir, o governo já enviou ao Congresso projeto de lei que permite a redução da meta de superávit primário de R$ 30,5 bilhões para um déficit que poderá alcançar R$ 60,2 bilhões em 2016. Dada a situação das contas públicas, a agência de classificação de risco Moody’s foi a terceira a tirar do Brasil o grau de investimento, sendo que o rebaixamento foi de dois degraus de uma só vez. Também a agência Standard & Poors cortou a nota do país em mais um degrau.

INFLAÇÃO:

O IPCA fechou o mês de fevereiro com uma variação de 0,90%, um pouco abaixo das previsões e apresentando desaceleração em relação a janeiro, quando subiu 1,27%. Em doze meses, os preços apresentaram alta de 10,36%. O índice de difusão da inflação, divulgado pelo Valor Econômico permaneceu muito alto e foi de 77,2%. Os maiores aumentos de preços foram os da educação e os dos alimentos. Já o INPC, subiu 0,95% em fevereiro, enquanto a alta de janeiro havia sido de 1,51% e acumulou um avanço de 2,47% no ano e de 11,08% em doze meses.

JUROS:

Em reunião realizada logo no início de março, o Comitê de Política Monetária do Banco Central – COPOM decidiu manter inalterada a taxa Selic, em 14,25% a.a. Novamente, dois diretores foram favoráveis a um aumento de 0,5 p.p.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO:

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de fevereiro cotada a R$ 3,9796, com uma desvalorização de 1,56% no mês, mas acumulando uma valorização de 1,92% no ano e de 38,27% em doze meses. A Balança Comercial, por sua vez, teve em fevereiro um superávit de US$ 3,04 bilhões. As exportações cresceram 4,8% em relação ao mesmo mês de 2015, ao passo que as importações recuaram 34,6%. No acumulado do primeiro bimestre do ano, a Balança Comercial registrou um superávit de US$ 3,96 bilhões. Novamente em relação ao mês de janeiro, as transações correntes, apresentaram um déficit de US$ 4,8 bilhões, acumulando em doze meses, déficit de US$ 51,6 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED apresentaram um ingresso líquido de US$ 5,5 bilhões, enquanto os em ações uma redução líquida de US$ 4milhões e o em renda fixa de US$ 2,3 bilhões. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 369,8 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 332,1 bilhões. Já o fluxo cambial, saldo da entrada e saída de moeda estrangeira do país, fechou o mês de fevereiro negativo em US$ 9,29 bilhões. Até o dia 4 de março, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 6,8 bilhões, comparado a um saldo positivo de US$ 5,1 bilhões no mesmo período de 2015.

  Cenário Econômico – Janeiro de 2016

ATIVIDADE EMPREGO E RENDA:

Para o FMI, o PIB do Brasil deverá cair 3,5% em 2016 e ficar estável em 2017. Sem os dados de dezembro apurados, o Banco Central informou que a atividade econômica, medida pelo IBC-Br recuou 3,9% de janeiro a novembro de 2015. O setor com melhor desempenho foi o agrícola, sendo que o país produziu uma safra recorde de 209,5 milhões de toneladas. Para tentar reverter o quadro, o governo lançou, no final do mês, um plano para elevar o crédito em R$ 83 bilhões, de forma a beneficiar setores como o da habitação, agricultura, infraestrutura, exportação, pequenas e médias empresas, além do consumidor. Já a taxa de desemprego anunciada para dezembro foi de 6,9%, medida através da Pesquisa Mensal de Emprego. No ano todo de 2015, 1,54 milhão de vagas formais de trabalho foram fechadas, o pior número em vinte e quatro anos. Já a renda média real caiu para R$ 2.265,09, com uma queda de 3,7% em relação a 2014.

SETOR PÚBLICO:

O setor público consolidado (governo central mais regionais mais estatais) registrou déficit primário de R$ 71,7 bilhões em dezembro, acumulando resultado negativo de R$ 111,2 bilhões (1,88% do PIB) em 2015, frente a um déficit de R$ 32,5 bilhões (0,57% do PIB) em 2014. No ano, as despesas com juros foram de R$ 501,8 bilhões (8,46% do PIB), enquanto o déficit nominal foi de R$ 613 bilhões (10,34% do PIB). Já a dívida bruta do governo geral (governo federal mais INSS mais governos regionais) alcançou R$ 3,97 trilhões (66,2% do PIB), em dezembro, elevando-se em 9 p.p em relação ao ano anterior. Já descontada a inflação, a arrecadação do governo federal caiu 5,62% em 2015, atingindo R$ 1,22 trilhão.

INFLAÇÃO:

O IPCA fechou o mês de janeiro com uma variação de 1,27%, apresentando aceleração em relação a dezembro, quando subiu 0,96%. Em doze meses, os preços apresentaram alta de 10,71%, o resultado mais alto desde novembro de 2003. O índice de difusão da inflação foi de 77,5%. Os maiores aumentos de preços foram os dos transportes, 1,77% e os dos alimentos, 2,28%, o maior aumento mensal desde dezembro de 2002. Já o INPC, subiu 1,51% em janeiro, enquanto a alta de dezembro havia sido de 0,9% e acumulou alta de 11,31% em doze meses.

JUROS:

Em reunião realizada no final de janeiro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central – COPOM, contrariando pronunciamentos recentes do seu presidente, decidiu manter inalterada a taxa Selic, em 14,25% a.a. Novamente, dois diretores foram favoráveis a um aumento de 0,5 p.p. A ata da reunião sugere que o BC passou a priorizar a atividade econômica, ao invés do combate à inflação.

CÂMBIO E SETOR EXTERNO:

A taxa de câmbio dólar x real, denominada P-Tax 800 encerrou o mês de janeiro cotada a R$ 4,0428, com uma valorização de 3,53% no mês e de 56,72% em doze meses. A Balança Comercial, por sua vez, encerrou o ano de 2015 com um superávit de US$ 19,69 bilhões, graças ao real mais desvalorizado e a uma queda de 24,3% das exportações. Em 2014, o déficit foi de US$ 4,05 bilhões. Já as transações correntes, acumularam um déficit de US$ 58,9 bilhões em 2015m sendo que no ano anterior havia sido de US$ 104,2 bilhões. Os Investimentos Estrangeiros Diretos – IED acumularam um saldo positivo de US$ 75,1 bilhões no ano, enquanto o em ações totalizou US$ 10 bilhões e o em renda fixa US$ 8,5 bilhões. As reservas internacionais terminaram o ano em US$ 368,7 bilhões e a dívida externa bruta em US$ 337,7 bilhões.

 

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